OS RISCOS DA IDOLATRIA PARA O MUNDO REFORMADO NAS ELEIÇÕES DE 2018

Tudo o que toma o lugar de Deus em nossa vida é idolatria, sendo que o segundo mandamento a proíbe terminantemente (mconf. Deuteronômio 5.8-10).

De acordo com as Escrituras, os povos vizinhos de Israel adoravam ídolos feitos por suas próprias mãos, crendo que seus deuses moravam dentro dessas estátuas e que, dessa forma, o acessavam com rituais e sacrifícios. Muitos israelitas seguiram essa prática, conforme nos relata o livro de Juízes 2.11-12.

Já no Evangelho segundo João 4.24, somos advertidos que só há um Deus, que não pode ser manipulado quer por objetos ou imagens criados por mãos humanas.

Um ídolo é só um objeto feito por uma pessoa ou um grupo de pessoas. O profeta Isaías diz que eles não podem ver, ouvir, falar ou auxiliar aqueles que esperam por ele!

Outrossim, idolatria não é só adorar imagens, mas qualquer coisa que assume mais importância em sua vida do que Deus. Assim é que essa coisa pode se tornar o seu ídolo, controlando a sua vida!

Idolatria vem do grego Eidolon (imagem) + latreia (culto). A princípio, interpretado como culto a imagens, hodiernamente, vai além disso.
A idolatria vai além da adoração à imagens de cunho religioso. Ídolo é qualquer coisa ou pessoa que colocamos no fundo do coração, em primeiro lugar, depositando nossas esperanças e confiança, o que faz dela um deus. Sendo assim, idolatria pode ser a dedicação a uma imagem, a um pop star, a um líder religioso, político, social ou empresarial, ao poder, dinheiro, status ou quaisquer outras coisas, concretas ou abstratas, reais ou imaginárias.

No mundo contemporâneo, idolatra-se o consumismo, um emprego, um chefe, um automóvel, um filho, a si mesmo, retirando a autoridade de Deus.

A Palavra de Deus afirma que “os ídolos são como espantalhos em pepinal. Não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar: não tenhais receio deles, pois não podem fazer o mal, e não está neles o fazer o bem” (Jr 10.5). O Salmo 115 ainda nos diz que eles têm boca, e não falam; têm olhos e não vêem; têm nariz, e não cheiram… Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.”

Quem pratica tais coisas, concorde ou não, está praticando a idolatria, que é um pecado abominado por Deus.

Nesses nossos dias, em que as mídias escritas, televisivas e, sobremodo, as redes sociais, colorem com tintas fortes seus próprios interesses, levando-nos à redução máxima da filtragem das informações e, por conseguinte, do senso crítico, com o propósito de aceitarmos passivamente os padrões e valores que estas mesmas mídias impõem, tanto para a Política, quanto para a Economia, Cultura e Sociedade.

Parece que este mal que vimos de apontar, a princípio situado apenas nas classes mais subalternas, tem contaminado também setores das Igrejas Reformadas no Brasil.

Conquanto façamos uma distinção entre aqueles que são beneficiados pelas estruturas político partidária (quer nos governos, quer em órgãos satélites), daqueles que são massa de manobra e inocentes úteis, verificamos um adensamento da defesa apaixonada e incondicional de suas posições e esperanças.

Esse sentimento de esvaziamento frente ao absoluto que as forças midiáticas engendram hoje, guarda a mesma correspondência do sentimento de esvaziamento religioso, exigido pelos deuses-postes que os profetas veterotestamentários denunciaram.

Não estamos aqui advogando um pensamento político ou preferência partidária em detrimento se outra.

À esquerda, à direita e ao centro, pode-se encontrar as mesmas questões que, ao fim e ao cabo, levarão o sujeito à alienação e, portanto, à entrega de si mesmo ao líder ou à instituição, como promotores da justiça, da ordem e das esperanças.

Neste ponto é que se torna imperioso fazer um corte epistemológico. A Hermenêutica Reformada já solucionou essa questão da completa entrega e aceitação cega dos absolutos que tentam se colocar no lugar do Único Absoluto.

Assim, como é possível para aqueles que esposam a Fé Reformada adentrarem nas sendas da idolatria?

Como seria possível, para os que têm um mínimo de senso crítico e conhecimento bíblico, deixarem-se enredar pelos novelos da mídias sociais, televisivas e escritas?

À guisa de respostas à essas perguntas, poderíamos supor que:

1) nossa teologia não está em concordância com os rigores da Palavra de Deus;

2) temos dado pouca autoridade à Hermenêutica Reformada nos pulpitos;

3) nossos estudos bíblicos na Escola Dominical podem estar aprisionados pelos variados posicionamentos e pensamentos políticos dos membros.

4) a liderança pode ter aderido substancialmente ao projeto da Teologia Liberal, focando mais no Jesus Histórico.

Contudo, qualquer outra possível resposta delineará os contornos da perda da essência da Hermenêutica Reformada, o que requer uma retomada da produção dos reformadores, o mais urgente possível!

Todavia, se tais questões não trazem pertinência, veremos irmãos nossos, que comungavam da mesma fé em Jesus Cristo e frequentavam a mesma Igreja, relativizando o fato bíblico em Jesus Cristo, abandonando o princípio protestante e idolatrando líderes carismáticos e salvadores da pátria.

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GETÚLIO VARGAS, A POLÍTICA DE SUBSTITUIÇÃO DOS IMPORTADOS E AS ELEIÇÕES DE 2018

Ao assumir provisoriamente o governo em 1930 Vargas encontrou o Brasil mergulhado em profunda crise econômica, com quedas das exportações e da capacidade de importar, os estoques de café se avolumavam com um excedente de oferta de 26 milhões de sacas. A fim de estabilizar a crise, o governo optou pela desvalorização cambial, criação de um imposto de exportação sobre o café, e com a receita do imposto criou um fundo para comprar o excedente da produção, realizando em seguida a destruição de cerca de 70 milhões de sacas. Com tais medidas o governo buscava a redução da produção do café e sua diminuição de peso nas exportações para que essas se diversificassem. Aos poucos a economia começava a se recuperar, impulsionada pelo setor industrial, nos ramos mais tradicionais de produção de bens não duráveis de consumo. Com o intuito de incentivar e proteger o setor industrial brasileiro Vargas promove certas medidas: 1) Instaura a reforma tributária de 1934; 2) Proíbe a importação de máquinas para certas indústrias; 3) Concede créditos ao setor industrial; 4) Cria diversos órgãos voltados à diversificação agrícola e a beneficiar a agroindústria; 5) Realiza a reforma educacional privilegiando o ensino técnico e profissional; 7) Implementa a legislação trabalhista. A intervenção econômica iniciada em 1930 aprofundou-se durante o Estado Novo, onde o governo deixava claro seu projeto industrializante, com reformas modernizantes e pró-industrialização, em prol da diversificação do setor primário e das exportações. Pois criou órgãos ligados diretamente à indústria e às riquezas estratégicas, algumas voltadas ao fomento de culturas específicas, à racionalização administrativa e de tomada de decisões.
Em seu segundo governo em 1951 Vargas reafirmou seu projeto industrializante e desenvolvimentista que implementara em seu primeiro governo, com chamado projeto nacional desenvolvimentista, integrando a agricultura ao processo de substituição de importações, mas com novas funções, como produzir matérias-primas e bens da cesta de consumo dos trabalhadores urbanos, permitindo ao capital estrangeiro participar do projeto de industrialização acelerado e modernização agrícola proposto pos Vargas.
Nas eleições presidenciais de 2018 precisamos escolher um candidato que tenha uma Alma Nacional e que apresente um projeto de desenvolvimento da produção industrial e tecnológica, em bases educacionais e com a proposta de integração das classes sociais a fim de superar o quadro de estagnação econômica, social e política e a crise ética e degradação moral que a Nação foi submetida nos governos PSDB, PT e PMDB.

SOMOS OPERÁRIOS DO EVANGELHO E NÃO ATORES EM BUSCA DE FAMA

O apóstolo Paulo usou o termo grego “Upereta” para referir-se àquela situação de trabalho servil, cansativo, repetitivo e desprezado, própria dos operários fabris. O apóstolo dos gentios diz que assim devem ser considerados os ministro de Cristo. Interessante é o significado desta palavra, “Upereta”, no grego bíblico. O upereta era aquele que levava o livro da lei na sinagoga. Sua função era a mais insignificante, a mais humilde da sinagoga. O upereta tambem era aquele que remava as galés desde o porão, como escravo, nas condições mais desfavoráveis e humilhantes. Paulo chama de “Upereta de Cristo” àquele que tem um ministério dado por Deus, posto que deve ser o menor de todos: “Convém que Ele cresça e que eu diminua”, conforme João 3. 30. O “Upereta de Deus” tem a função de humildade, não uma falsa humildade, mas aquela genuína que vem de Deus, tomando como exemplo Cristo, que se fez carne, viveu entre nós e morreu por nós.
Se o conceito sociológico de “Upereta” (operário), deriva da ideia de trabalho como “tripalium” – uma máquina utilizada para torturar os mais renitentes e insatisfeitos -, segue-se, então, a criação daqueles aparatos institucionais e ideológicos, que alimentam os desejos de superação dos conflitos comuns das relações sociais. Foi Durkheim quem analisou essa questão, em seu texto sobre a noção de Suicídio, colocando luz sobre as situações limites que acometem os sujeitos em suas relações e interações sociais. Num paralelo entre a obra do apóstolo Paulo e a do sociólogo Durkheim, no que tange às expectativas criadas nas relações e interações sociais, faz-se mister distinguir os verdadeiros ideais e as reais motivações que os sujeitos trazem e/ou buscam em seu lugar de produção e reprodução da vida. Enquanto a sociologia durkheimiana pretende analisar e explicar os fatos sociais que moldam a carga emocional do meio ambiente de produção e reprodução da vida que faz sucumbir aos menos habilitados e competitivos, a teologia paulina instrui sobre o meio ambiente de produção e reprodução da vida, deslocando a carga emocional do sujeito que opera para o objetivo que o faz operar. Estariam os uperetas de Deus sossobrando dante a carga emocional imposta por suas extenuantes atividades? A resposta é sim, se o seu trabalho estiver motivado pelo ego e pela busca de um lugar ao sol que traga fama, poder e satisfações pessoais. E, quando isso não vem ou demora de chegar, a dor existencial torna-se tão grande e insuportável, restando apenas a falsa ideia de dar cabo à própria vida como a única maneira de solucionar os conflitos. Aqui, a teologia paulina tem muito a nos auxiliar para a gestão de conflitos, em ordem a renovar a nossa esperança e nos motivar a continuir na obra, posto que é exatamente em nossa aparente inabilidade e incompetência, diante dos fatos que se impõem sobre o nosso trabalho, que Deus é glorificado e exaltado.

http://historiologiaprotestante.blogspot.com.br/2013/11/protestantismo-no-brasil-primeiras_4.html?spref=fb&m=1

EMPREENDEDORISMO E LIDERANÇA PARA JOVENS

DEBATE SOBRE RELIGIÃO E SOCIEDADE COM A PARTICIPAÇÃO DO CHANCELER DA UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

http://m.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1911819-folha-promove-debate-em-sp-com-lideres-religiosos.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb

JABUTIS NÃO SOBEM EM ÁRVORE OU O DISTRITÃO É SÓ UMA SOLUÇÃO POLÍTICA À BRASILEIRA

A polêmica reforma eleitoral vai a votação Para que as mudanças estejam em vigor para as eleições de 2018, é preciso que seja aprovada no Congresso até o final de setembro.

Durante a semana, provavelmente na terça, os deputados devem começar a votar em plenário a reforma eleitoral. Depois que o texto foi aprovado na comissão especial que o avaliava no início da última semana, líderes partidários chegaram a cogitar acelerar a tramitação e levar ao plenário a reforma ainda na última quarta, mas a falta de quórum impediu seu prosseguimento. Mas isso não deve demorar, já que os políticos correm contra o tempo. Para que as mudanças estejam em vigor para as eleições de 2018, é preciso que seja aprovada no Congresso até o final de setembro. Como a reforma é uma Proposta de Emenda à Constituição, ela precisa passar por duas votações tanto na Câmara como no Senado, sendo aprovada por três quintos dos parlamentares de cada casa. O prazo é curto. Dois pontos vêm causando mais polêmica e sendo criticados por especialistas e cientistas políticos. Primeiro, a criação de um fundo eleitoral público, que para as eleições de 2018 seria de 3,6 bilhões de reais. O valor é visto como exagerado, ainda mais em anos de crise e seguidos déficits fiscais. Outro ponto controverso é a mudança na forma de eleger deputados, do atual sistema proporcional, que mescla votos pessoais e na legenda na hora de escolher os parlamentares, para o chamado “distritão”, que levaria os mais votados à Câmara. O sistema é visto como “o pior possível” porque não ajudaria a renovar o parlamento, além de aumentar a fragmentação política e enfraquecer os partidos. Os deputados, por sua vez, vêem na mudança um atalho que facilitaria a reeleição. Esses dois pontos devem ser votados em separado. Para amenizar a controvérsia, os líderes partidários passaram a cogitar o sistema “distrital misto”. O problema é que ele não foi discutido e ninguém sabe direito como funcionaria. De qualquer forma, parece a saída menos indigesta do ponto de vista de opinião pública, ainda mais se vier em combo com o fundão de 3,6 bilhões. Este último não deve sofrer modificações. E, sem pressão popular, corre o risco de passar. Seria mais um abuso de um Congresso reprovado por 94% dos brasileiros.

Fonte: EXAME/Ueslei Marcelino/Reuters